TL;DR
O público cansou do "anúncio perfeito". Ganha quem mostra gente de verdade, em contextos reais, com mensagens claras e úteis. Isso aumenta confiança, melhora conversão e reduz custo/tempo de produção.
1) O que mudou
As pessoas confiam mais em pessoas
88% confiam mais em recomendações de quem conhecem do que em qualquer outro canal. (Nielsen)
Ceticismo com porta-vozes "oficiais"
Os relatórios de confiança mostram erosão na credibilidade de líderes e discursos polidos; a audiência pede autenticidade. (Trust Barometer 2025)
Engajamento social mais baixo
A média de engajamento no Instagram em 2025 gira em ~2,2% (mais difícil tirar ROI só com "nome"). (HypeAuditor.com)
2) O que o consumidor realmente quer ver
Gente comum usando o produto de verdade
Quando o visitante interage com UGC (reviews, fotos, vídeos reais), a conversão dobra (↑ 102%). (PowerReviews)
Mais contextos, menos "perfeição"
Em redes de 12.500+ marcas, engajar com UGC trouxe +144% em taxa de conversão e +162% em receita por visitante. (Bazaarvoice)
Autenticidade (especialmente para Gen Z)
Gen Z identifica "puxação de saco" de longe e responde melhor a conteúdo genuíno, com voz e contexto real. (Financial Times)
3) Por que o criador "perfeito" perdeu força
Sinal de anúncio
Vídeos super produzidos parecem propaganda e ativam o ceticismo. O público desenvolveu uma "cegueira" natural para conteúdos que parecem excessivamente polidos.
Contexto único
1 influenciador = 1 estilo/realidade. Já 50 pessoas reais cobrem 50 objeções (região, sotaque, rotina, faixa etária).
Essa diversidade permite que diferentes perfis de consumidores se identifiquem e confiem na mensagem.
Custo e velocidade
Peças UGC saem mais baratas e ficam prontas em dias, abrindo espaço para testar muito e escalar o que funciona.
Ordens de grandeza: UGC curto ~US$150–300 vs. vídeo de estúdio na casa de milhares de dólares. (Superscale.ai | Okad Agency)
4) Como adaptar a sua estratégia (em português claro)
a) Mostre uso real (não só promessa)
Ex.: "Como cabe no porta-malas?", "Funciona em pele oleosa?", "Dura quantas horas?".
Grave respostas simples, em casa, no celular. A autenticidade vence a produção hollywoodiana.
b) Varie pessoas e contextos
Crie uma pool com clientes, colaboradores e microcriadores de perfis diferentes. Quanto mais diversidade real, maior a chance de alguém se reconhecer no vídeo.
c) Coloque o UGC onde a decisão acontece
Priorize PDP/LP/checkout e retargeting — é onde o impacto na conversão mais aparece.
d) Rode em ciclos curtos
Briefing na segunda → gravação até quarta → aprovar quinta → testar sexta → segunda seguinte decide escalar os vencedores.
e) Meça o que o CFO ama
Olhe CVR uplift, CAC por criativo, RPV e payback. Views sem venda = vaidade.
5) Erros comuns (e como evitar)
Perseguir "perfeição"
Problema: o vídeo fica lindo, mas parece anúncio.
Dica: luz natural, áudio claro, contexto real.
Sem guardrails
Problema: risco de claim errado.
Dica: briefing com "pode/não pode" e revisão rápida.
Foco só em influenciador
Problema: baixa cobertura de objeções.
Dica: equilíbrio: influenciador para awareness, pessoas reais para decisão.
Festa de métricas de vaidade
Problema: muito view, pouca venda.
Dica: defina KPI financeiro antes de gravar.
6) Exemplo de roteiro simples (30s)
- 1. Gancho: "Eu achava que esse carrinho não cabia no porta-malas…"
- 2. Prova: abre o porta-malas e mostra cabendo.
- 3. Detalhe prático: "Tenho 1,60m e faço isso sozinha."
- 4. Fecho/CTA: "Se você tem carro pequeno, salva esse vídeo."
Sem filtro, sem trilha épica, sem teleprompter — apenas realidade que remove dúvida.
7) Como a Conty ajuda (sem enrolação)
Gente de verdade, rápido
Pool nacional de pessoas reais por região/categoria/perfil.
Missões guiadas
Briefs simples que puxam story e prova real.
Brand safety
Guardrails, checagem de claims e cessão de uso.
Performance
Teste/escala por CAC, CVR e payback. Integração para PDP/LP/ads/CRM.
Quer ver isso no seu contexto?
(ex.: beleza, bens de consumo, fintech, educação) Montamos um piloto de 30 dias e comparamos lado a lado com seus números atuais.
Falar com a ContyReferências (links diretos)
- Confiança em pessoas conhecidas (Nielsen):
nielsen.com/insights/2021/beyond-martech-building-trust-with-consumers - Queda de confiança em discursos oficiais (Edelman 2025):
edelman.com/trust/2025/trust-barometer - UGC dobra conversão quando há interação (PowerReviews):
powerreviews.com/how-ugc-impacts-conversion-2023 - Efeito de UGC em rede (Bazaarvoice):
bazaarvoice.com/blog/the-complete-guide-to-ugc - Engajamento Instagram 2025 (~2,2%):
hypeauditor.com/free-tools/instagram-engagement-calculator - Ordens de grandeza de custo (UGC vs. estúdio):
superscale.ai/learn/how-much-does-ugc-cost-real-pricing-breakdown-for-2025
okad.agency/blog/ugc-vs-studio-videos-cost-breakdown - Autenticidade para Gen Z (Financial Times):
ft.com/content/c3709f51-c28b-4530-b1c2-af108c0fa260
Conclusão
A era dos criadores "perfeitos" acabou porque o mercado evoluiu. Consumidores desenvolveram anticorpos contra propaganda polida e buscam conexões genuínas.
Marcas que entendem isso agora têm uma janela de oportunidade. As que continuam investindo em "perfeição" estão pagando cada vez mais caro por resultados cada vez piores.
A pergunta não é se você deve mostrar pessoas reais. É quando você vai começar.
