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O fim da era dos criadores "perfeitos": o que o consumidor realmente quer ver

CT
Equipe Conty
24 de out. de 202512 min de leitura

TL;DR

O público cansou do "anúncio perfeito". Ganha quem mostra gente de verdade, em contextos reais, com mensagens claras e úteis. Isso aumenta confiança, melhora conversão e reduz custo/tempo de produção.

1) O que mudou

As pessoas confiam mais em pessoas

88% confiam mais em recomendações de quem conhecem do que em qualquer outro canal. (Nielsen)

Ceticismo com porta-vozes "oficiais"

Os relatórios de confiança mostram erosão na credibilidade de líderes e discursos polidos; a audiência pede autenticidade. (Trust Barometer 2025)

Engajamento social mais baixo

A média de engajamento no Instagram em 2025 gira em ~2,2% (mais difícil tirar ROI só com "nome"). (HypeAuditor.com)

2) O que o consumidor realmente quer ver

Gente comum usando o produto de verdade

Quando o visitante interage com UGC (reviews, fotos, vídeos reais), a conversão dobra (↑ 102%). (PowerReviews)

Mais contextos, menos "perfeição"

Em redes de 12.500+ marcas, engajar com UGC trouxe +144% em taxa de conversão e +162% em receita por visitante. (Bazaarvoice)

Autenticidade (especialmente para Gen Z)

Gen Z identifica "puxação de saco" de longe e responde melhor a conteúdo genuíno, com voz e contexto real. (Financial Times)

3) Por que o criador "perfeito" perdeu força

Sinal de anúncio

Vídeos super produzidos parecem propaganda e ativam o ceticismo. O público desenvolveu uma "cegueira" natural para conteúdos que parecem excessivamente polidos.

Contexto único

1 influenciador = 1 estilo/realidade. Já 50 pessoas reais cobrem 50 objeções (região, sotaque, rotina, faixa etária).

Essa diversidade permite que diferentes perfis de consumidores se identifiquem e confiem na mensagem.

Custo e velocidade

Peças UGC saem mais baratas e ficam prontas em dias, abrindo espaço para testar muito e escalar o que funciona.

Ordens de grandeza: UGC curto ~US$150–300 vs. vídeo de estúdio na casa de milhares de dólares. (Superscale.ai | Okad Agency)

4) Como adaptar a sua estratégia (em português claro)

a) Mostre uso real (não só promessa)

Ex.: "Como cabe no porta-malas?", "Funciona em pele oleosa?", "Dura quantas horas?".

Grave respostas simples, em casa, no celular. A autenticidade vence a produção hollywoodiana.

b) Varie pessoas e contextos

Crie uma pool com clientes, colaboradores e microcriadores de perfis diferentes. Quanto mais diversidade real, maior a chance de alguém se reconhecer no vídeo.

c) Coloque o UGC onde a decisão acontece

Priorize PDP/LP/checkout e retargeting — é onde o impacto na conversão mais aparece.

(PowerReviews | Bazaarvoice)

d) Rode em ciclos curtos

Briefing na segunda → gravação até quarta → aprovar quinta → testar sexta → segunda seguinte decide escalar os vencedores.

e) Meça o que o CFO ama

Olhe CVR uplift, CAC por criativo, RPV e payback. Views sem venda = vaidade.

5) Erros comuns (e como evitar)

Perseguir "perfeição"

Problema: o vídeo fica lindo, mas parece anúncio.

Dica: luz natural, áudio claro, contexto real.

Sem guardrails

Problema: risco de claim errado.

Dica: briefing com "pode/não pode" e revisão rápida.

Foco só em influenciador

Problema: baixa cobertura de objeções.

Dica: equilíbrio: influenciador para awareness, pessoas reais para decisão.

Festa de métricas de vaidade

Problema: muito view, pouca venda.

Dica: defina KPI financeiro antes de gravar.

6) Exemplo de roteiro simples (30s)

  1. 1. Gancho: "Eu achava que esse carrinho não cabia no porta-malas…"
  2. 2. Prova: abre o porta-malas e mostra cabendo.
  3. 3. Detalhe prático: "Tenho 1,60m e faço isso sozinha."
  4. 4. Fecho/CTA: "Se você tem carro pequeno, salva esse vídeo."

Sem filtro, sem trilha épica, sem teleprompter — apenas realidade que remove dúvida.

7) Como a Conty ajuda (sem enrolação)

Gente de verdade, rápido

Pool nacional de pessoas reais por região/categoria/perfil.

Missões guiadas

Briefs simples que puxam story e prova real.

Brand safety

Guardrails, checagem de claims e cessão de uso.

Performance

Teste/escala por CAC, CVR e payback. Integração para PDP/LP/ads/CRM.

Quer ver isso no seu contexto?

(ex.: beleza, bens de consumo, fintech, educação) Montamos um piloto de 30 dias e comparamos lado a lado com seus números atuais.

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Referências (links diretos)

Conclusão

A era dos criadores "perfeitos" acabou porque o mercado evoluiu. Consumidores desenvolveram anticorpos contra propaganda polida e buscam conexões genuínas.

Marcas que entendem isso agora têm uma janela de oportunidade. As que continuam investindo em "perfeição" estão pagando cada vez mais caro por resultados cada vez piores.

A pergunta não é se você deve mostrar pessoas reais. É quando você vai começar.

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